O BALANÇO DA SUPERLIGA

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Foi encerrada a temporada comemorativa da Superliga 2018/2019, na semana passada. Taubaté, no masculino, e Minas, no feminino, foram os grandes vencedores. Entre os destaques dessa 25ª edição da competição estiveram: o número recorde de estrangeiros, a queda hegemônica do Cruzeiro no naipe masculino, a inédita final mineira no feminino, o retorno do título do torneio, as mãos de uma equipe paulista, após 7 temporadas, a transmissão de 100% dos jogos, com a introdução do canal na internet da CBV, e ainda, o uso da tecnologia do desafio, promessa de maior utilização, para a próxima temporada.

No nível competitivo, a campanha de recuperação do Taubaté foi impressionante. A despeito de possuir um elenco recheado de estrelas do voleibol, a mudança de técnico durante a temporada, e o desempenho coletivo da equipe, nas fases finais, entraram para os anais da Superliga. Nos momentos decisivos, o técnico Renan Dal Zotto foi cirúrgico. Com mais opções no banco, ele conseguiu superar as adversidades dos jogos, com substituições táticas e precisas. Já Rubinho, técnico do Sesi, ao contrário de Renan, teve muitas dificuldades para sair de situações, em que seu time, foi pressionado. No entanto, vale destacar, o trabalho quase irretocável do treinador durante toda a temporada. Não por acaso, foi eleito o melhor da temporada. Para a coroação completa de seu trabalho realmente faltou o título.

Na categoria feminina, a Superliga foi protagonizada pelas equipes mineiras. Minas e Praia, estiveram no topo durante toda a fase regular. Justamente, foram finalistas da competição, em um inédito duelo mineiro, pelo título, na história do torneio. Além disso, os dois times representaram o Brasil, no Mundial de Clubes e no Sul-Americano. Dito isso, é bom destacar a superioridade do Minas, em relação ao Praia. Os números não mentem. Em 7 jogos, em toda a temporada, foram 6 vitórias do Minas contra apenas uma do Praia. Nas finais da Superliga, em uma disputa mais parelha, a contusão de Garay, pode ter sido um dos fatores decisivos para o título do Minas. Porém, nada apaga a campanha irrepreensível do Minas. Sob o comando de Lavarini, melhor técnico da competição, o Minas entrou para a história, com uma temporada quase perfeita, não fosse a perda do título mundial. Ganhou praticamente tudo.

DESTAQUES INDIVIDUAIS
No âmbito individual, alguns atletas confirmaram os prognósticos, com um bom desempenho, e outros, se revelaram. No masculino, o oposto Alan, do Sesi/SP, apesar do vice-campeonato, foi o grande destaque individual da Superliga. O jogador desponta para o futuro da seleção brasileira, com uma alta performance. Também é digno de nota, a recuperação física do ponteiro Lucarelli do Taubaté, eleito MVP da competição, após grave lesão na temporada passada. Entre os estrangeiros, foi bem, o ponteiro americano Sander do Cruzeiro.

No feminino, a grande revelação da temporada foi a central Mayany do Minas. Sob a batuta do técnico Lavarini, ela barrou a central Mara e é uma das apostas do Brasil para a posição no futuro. Também não dá para deixar de comentar sobre o desempenho individual da levantadora do Minas. Macris conduziu sua equipe ao título com maestria. Recuperou a central Carol Gattaz, e colocou o bloqueio dos adversários para dançar. Entre as estrangeiras, o maior destaque, foi a oposta polonesa Skowronska do Barueri, maior pontuadora da competição.

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