AS REVELAÇÕES DO MACKENZIE ESPORTE CLUBE

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Fundado em 1943, o Mackenzie Esporte Clube é um dos celeiros do voleibol feminino mineiro. Tradicional no estado, o clube sempre rivalizou com o Minas Tênis Clube nas categorias de base. Também já disputou a Superliga Feminina, em algumas temporadas. Apesar de não possuir grande estrutura, o Mackenzie é importante na revelação de novos talentos. Entre as jogadoras reveladas pelo clube estão alguns nomes que despontaram no cenário nacional e internacional.

ÉRIKA COIMBRA
O primeiro grande nome revelado pelo Mackenzie, com passagem de sucesso pela seleção brasileira e clubes, foi a ponteira Érika Coimbra. Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, Érika destacou-se com a camisa do Brasil sob a batuta do técnico Bernardinho. Natural de Belo Horizonte, a jogadora foi alvo de disputas por seu passe, entre o Minas Tênis e Rexona Vôlei, no início da carreira adulta.

Aos 17 anos, Érika foi campeã mundial infanto-juvenil em 1997. Eleita melhor jogadora do Mundial, além de maior pontuadora do torneio e melhor atacante. Tais marcas, chamaram a atenção do então técnico da seleção brasileira feminina, Bernardinho. Com proposta do Minas, a jogadora preferiu recusar a oferta e aceitar o convite do Rexona, do técnico Bernardinho, para integrar sua equipe na temporada 97/98 da Superliga Feminina. Deu-se a polêmica.

O Minas Tênis Clube não digeriu a perda para o Rexona, e durante a disputa da Superliga 97/98, levantou a suspeita da jogadora produzir testosterona, hormônio masculino. Abafada internamente, a controvérsia correu o mundo e antes dos Jogos Olímpicos de Sydney, o Comitê Olímpico Internacional (COI) submeteu Érika a exames, que comprovaram o sexo feminino da jogadora. Anos depois, Érika fez parte da primeira e única equipe campeã do Minas na Superliga, na temporada 2001/2002.

SHEILLA CASTRO
Bicampeã olímpica (Pequim 2008, Londres 2012), com inúmeros outros títulos na carreira, a oposta Sheilla é a principal revelação da história do Mackenzie no voleibol. Aos 13 anos, em 1997, a jogadora ingressou nas categorias de base do clube. Suas atuações pelo juvenil, a levaram as primeiras convocações para a seleção do estado de Minas Gerais. Logo em seguida, iniciou sua trajetória pela seleção brasileira, em 2000, quando foi campeã sul-americana e mundial juvenil.

Na transição para a carreira adulta, Sheilla foi assediada pelo técnico Bernardinho. Ela foi convidada a fazer parte do Rexona, em 2000, até então ainda sediado em Curitiba. Porém, ao contrário do que ocorreu com a transferência de Érika, o Mackenzie entrou na negociação e vetou a proposta. Ao final daquele ano, aos 17 anos, Sheilla acertou seu primeiro contrato profissional com o MRV/Minas, onde atuou por 4 temporadas.

Na temporada 2001/2002 foi campeã da Superliga, pela 1ª vez, na condição de reserva, ao lado de nomes como Fofão, Pirv, Érika e Elisângela. Na seleção brasileira adulta, foi convocada pelo técnico Marco Aurélio Motta, também pela 1ª vez, em 2002, em virtude da deserção de jogadoras mais experientes. Em 2004, iniciou sua carreira internacional de sucesso, pelos clubes, na Itália, defendendo a equipe de Pesaro.

Com a chegada do técnico José Roberto Guimarães à seleção brasileira feminina, após os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, Sheilla conquistou seu espaço no selecionado nacional. Sua trajetória vitoriosa com o Brasil, inicia-se com o brilhante ano de 2005, onde o ganhou todos os títulos possíveis. Em 2006, foi campeã e eleita MVP do Grand Prix, além de vice-campeã mundial. A consagração da carreira, viria com o título olímpico de 2008, mais tarde repetido, em Londres 2012. Com o Brasil, Sheilla não conquistou apenas o título mundial.

GABI GUIMARÃES
Revelação mais recente do Mackenzie, a ponteira Gabi iniciou sua carreira no clube, após ser dispensada pelo Minas por baixa estatura, aos 14 anos, em 2008. Sua chance no Mackenzie foi dada pelo técnico Delicélio Rodrigues. Logo no primeiro ano, Gabi integrou a seleção mineira e foi convocada para a disputa do Campeonato Sul-Americano de 2010, pelo Brasil, em Lima, no Peru. Foi campeã do torneio e eleita melhor jogadora da competição.

Em 2010, começou a sua carreira profissional pelo BMG/Mackenzie, onde foi campeã mineira e disputou a Superliga, pela 1ª vez, encerrando sua participação pelo clube em 9º lugar. Em 2011, disputou o Campeonato Mundial infanto-juvenil, em Ancara, na Turquia, pelo Brasil, onde o desempenho brasileiro foi insuficiente para chegar nas finais. No entanto, Gabi destacou-se individualmente, como a maior pontuadora do Mundial, com 155 pontos.

Sua consagração viria na disputa da temporada 2011/2012, da Superliga Feminina. No playoff de quartas-de-final, no jogo 1, contra o time da Unilever, do técnico Bernardinho, defendendo o Mackenzie, Gabi liderou sua equipe a uma vitória histórica e improvável, no tie-break, contra o super time do Rio, em Belo Horizonte. Tal desempenho, levou Gabi a ser convocada para a seleção de novas, em 2012, onde foi eleita melhor recepção na disputa da Yeltsin Cup e vice-campeã da Copa Pan-Americana.

No retorno da seleção de novas, foi contratada pela Unilever, do técnico Bernardinho, para a disputa da temporada 2012/2013 da Superliga. Sua eficiência e aproveitamento foram tão satisfatórios, que barraram a tarimbada jogadora americana Logan Tom, principal contratação do time para a temporada. A equipe carioca foi octacampeã da competição e Gabi conquistou o primeiro título da Superliga. A convocação para a seleção brasileira adulta, pelo técnico José Roberto Guimarães, tornou-se inevitável.

Em 2013, fez parte da equipe campeã do Grand Prix, em Sapporo, no Japão, e do Sul-Americano, no Peru. Pelo Rio, foi pentacampeã da Superliga. Foi medalha de bronze no Mundial, na Itália, e campeã do Grand Prix, em 2014. Disputou os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, onde o Brasil terminou na 5ª colocação. Em 2018, jogou o Mundial como titular do Brasil. Nos últimos anos, sofreu com algumas contusões. Atualmente, joga pelo Minas Tênis Clube após encerrar sua passagem de seis anos pelo Rio. No fim de 2018, foi vice-campeã mundial de clubes com a camisa de sua nova equipe, repetindo o feito de 2013 e 2017, com o Rio.

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