O BALANÇO DO MUNDIAL MASCULINO

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A seleção brasileira masculina encerrou sua participação no Mundial de Vôlei, na Itália, no domingo passado, com um surpreendente vice-campeonato. O Brasil superou as expectativas negativas de boa parte da imprensa e dos torcedores. A frustração de perder a grande final, para o mesmo adversário de quatro anos atrás, no caso a Polônia, não apaga a boa campanha brasileira na competição. Mesmo com importantes desfalques, os brasileiros chegaram ao final do campeonato, melhores posicionados do que os três principais favoritos: Estados Unidos, Rússia e França.

O desempenho de alguns atletas brasileiros foi acima do esperado. O ponteiro Douglas Souza foi tão bem na missão de substituir medalhões da seleção brasileira, como Lucarelli, que foi escolhido pela FIVB, para a seleção do Mundial, como um dos melhores ponteiros. Além dele, fez parte da seleção do campeonato escolhida pela FIVB, o central Lucão.

Também é digno de nota, a performance do líbero Maique, nos jogos decisivos. Foi uma grata surpresa. É bom destacar ainda, a contribuição dos levantadores William e Bruninho e os opostos Wallace e Evandro, seja utilizados na inversão de rede, seja no sexteto titular, na campanha brasileira vice-campeã mundial de 2018.

Sobre os adversários, a decepção maior, mais uma vez, ficou por conta da França. Após o fracasso nos Jogos Olímpicos do Rio, quando foram eliminados na 1ª fase, os franceses não confirmaram o favoritismo no Mundial 2018 e não avançaram sequer ao Final Six.

Não muito longe do fracasso francês, ficou a Rússia. Depois de vencer a primeira edição da Liga das Nações, os russos tiveram duas oportunidades para derrotar os americanos, e não foram capazes de vencê-los pelo menos uma vez. Diante do Brasil, sofreram uma virada histórica que, praticamente os eliminou da disputa do título.

Já os americanos, conseguiram um resultado melhor do que em 2014. Com uma vitória por 3×1 sobre a Sérvia, subiram ao pódio do Mundial depois de 24 anos. A julgar pela campanha na competição, o resultado final é frustrante. Até a eliminação para a Polônia, os americanos tinham a condição de favoritos absolutos após as quedas de França e Rússia.

Não poderia deixar de ser citado também, a excelente campanha da Sérvia, o ressurgimento da Holanda, a nova decepção italiana dentro de casa e o incontestável título polonês.

Sobre o futuro, o cenário internacional deve continuar imprevisível. O tricampeonato polonês no Mundial é a prova disso. O equilíbrio entre as principais potências deve ser mantido. Especificamente, para o Brasil, o retorno de Maurício Borges e Lucarelli, e a chegada do cubano naturalizado brasileiro Leal fortalecerá nossa seleção. No entanto, a julgar pelas reações controversas diante do acolhimento do jogador à seleção brasileira, problemas políticos se avizinham.

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