HOLANDA NÃO FOI PÁREO PARA O BRASIL

Ao longo da semana que passou, a seleção brasileira masculina de vôlei realizou amistosos contra a Holanda. Foram três jogos, com três vitórias e apenas um set perdido. Muito questionou-se a escolha do adversário. A imprensa especializada afirmou que os holandeses não eram um oponente forte o suficiente para testar o Brasil. Segundo a própria CBV, a escolha deu-se porque a Holanda teria um estilo de jogo parecido com as seleções que o Brasil irá enfrentar na 1ª fase do Mundial. Fato é, que a Holanda ofereceu pouca resistência ao Brasil nos amistosos.

Durante os três jogos, o Brasil teve domínio quase total das ações. Mesmo com as substituições previstas no planejamento do técnico Renan Dal Zotto, a seleção brasileira não foi ameaçada. Apenas no 2º jogo esteve atrás no placar, fruto da desconcentração típica de jogos fáceis. Nessa partida, os brasileiros mostraram capacidade para reverter a situação adversa e fechar o jogo em 3×1.

Sua melhor apresentação aconteceu no 3º jogo. Com uma atuação impecável de Douglas Souza, os brasileiros impuseram seu jogo, sem chances aos holandeses. A performance do Brasil nessa partida, deu esperanças aos torcedores, de uma boa campanha no Campeonato Mundial, apesar dos desfalques importantes, mesmo que isso não signifique a conquista do título.

Em relação às ausências dos ponteiros Lucarelli e Maurício Borges, o técnico Renan Dal Zotto parece ter encontrado a reposição correta. Nos três amistosos, ele utilizou o ponta Kadu, revelado pelo Sada/Cruzeiro, como titular. O jovem jogador rendeu acima do esperado. Ele esteve afastado das quadras devido à doping e mostrou-se uma excelente alternativa para a entrada de rede brasileira.

Sobre os aspectos coletivos, é bom ressaltar o sistema defensivo do Brasil. Com um saque agressivo e um bloqueio bem postado, os brasileiros quase sempre confirmaram os pontos em contra-ataque, com destaque individual para o central Lucão no fundamento saque. Ele parece retomar a confiança no fundamento, do início de carreira, no Florianópolis.

No contexto geral dos amistosos, dada a fragilidade holandesa, não é certo apontar que o Brasil esteja pronto para o Mundial. Há poucos dias da competição, os brasileiros devem enfrentar uma nova série de jogos, dessa vez contra a Alemanha, vice-campeã europeia e adversária com maior relevância na atualidade do que a Holanda. Resta saber, como estará tecnicamente o Brasil no Mundial. Espera-se um rendimento superior ao que foi apresentado na fase final da Liga das Nações.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s