A FASE FINAL DA LIGA DAS NAÇÕES FEMININA 2018

Começa amanhã, em Nanjing, na China, a fase final da Liga das Nações Feminina. Estão classificadas para as finais, além da China, as seleções dos Estados Unidos, Sérvia, Brasil, Holanda e Turquia. Pela ordem de posicionamento na fase regular, as seleções foram divididas em dois grupos, tendo como cabeças de chave, as chinesas, por sediarem o evento, e as americanas, como melhor campanha na 1ª fase. Em formato serpentina, foram definidos o restante do posicionamento das seleções, nos dois grupos. Dessa forma, no grupo A estão China, Brasil e Holanda, e no grupo B, Estados Unidos, Sérvia e Turquia. Confira abaixo, um panorama da fase final, seleção por seleção.

CHINA
Atual campeã olímpica e dona da casa, a China recebe pelo segundo ano consecutivo, as finais da principal competição anual da FIVB, a VNL. As chinesas não vencem a competição correspondente, o Grand Prix, desde 2003. São 15 anos de hiato. A iniciativa de trazer as finais para casa, mais uma vez, mostra a importância dada ao torneio pela federação chinesa e o incômodo com o jejum de títulos na competição. Basicamente, a China usou a fase regular para promover testes, rodar o time e escondeu o jogo. Resta saber, qual equipe a experiente técnica Lang Ping irá escalar, como vai estar o entrosamento e ainda a forma como será utilizada a recente revelação do voleibol chinês, a jovem Ying Ying Li, de apenas 18 anos.

ESTADOS UNIDOS
A seleção americana realizou na 1ª fase, a melhor campanha da VNL. Com apenas duas derrotas, em 15 jogos, o técnico Karch Kirally não abriu mão dos testes e promoveu mudanças. A ponta Robinson foi deslocada para a função de líbero. Além disso, ele inovou taticamente, ao recorrer ao passado do voleibol, para utilizar suas opostas canhotas no ataque somente na posição 2, quando estão na rede. Em comparação a evolução do jogo ao longo do tempo, as opostas canhotas dos Estados Unidos são utilizadas nessa posição apenas para atacar, ao contrário de antes, quando a saída de rede possuía somente função de passe.

SÉRVIA
A Sérvia ainda sente a ausência da levantadora Maja. O técnico Térzic promoveu revezamento na posição, durante toda a fase regular. De fato, o jogo sérvio não foi comprometido. No entanto, para a Sérvia é fácil jogar sem o passe na mão, porque, a equipe possui duas das melhores atacantes da atualidade. Tanto Boskovic, quanto Mihajlovic, sabem se virar no momento de sufoco. Além disso, a regularidade da linha de passe da Sérvia, pode ser decisiva para as suas pretensões na fase final, pois as centrais da equipe são extremamente eficientes no ataque.

BRASIL
A seleção brasileira sofreu com a inconstância da recepção, durante a 1ª fase. Mesmo quando a eficiência foi alta, o Brasil mostrou dependência da oposta Tandara, no ataque. Com a contusão da ponteira Drussyla, o técnico José Roberto convocou especialmente para a fase final, a experiente Jaqueline, que havia sido deslocada da função. Resta saber, qual das opções será usada pelo técnico brasileiro, já que, a sua disposição também está a ponta Gabi, poupada em vários jogos da 1ª fase. As centrais Adenízia e Bia estão com rendimento acima da média no fundamento bloqueio e podem fazer a diferença.

HOLANDA
As holandesas estão figurando no topo, mais uma vez, entre as principais seleções do mundo. Nos últimos anos, a equipe esteve muito perto de sagrar-se campeã europeia, depois de 20 anos, em 2015 e 2017, sendo vice-campeã, duas vezes. Mesmo com a saída do técnico Guidetti do comando da seleção, o trabalho iniciado para os Jogos Olímpicos do Rio, onde a Holanda disputou medalha, pela primeira vez, foi mantido com renovação, pelo técnico americano Morrison. A expectativa é confirmar a sequência de trabalho com uma conquista, repetindo o feito de 2007, quando a Holanda surpreendeu o mundo e foi campeã do Grand Prix, equivalente a Liga das Nações.

TURQUIA
A Turquia pode ser considerada o azarão da fase final da VNL. Comandada pelo técnico italiano Giovanni Guidetti, a seleção turca está em processo avançado e bem sucedido de renovação. Sem contar com suas principais peças na 1ª fase, Guidetti conseguiu levar a equipe as finais, depois de 6 anos. A julgar pelos investimentos em sua liga doméstica e os títulos conquistados por seus clubes na Europa, a Turquia demonstra capacidade e apetite para figurar entre as grandes seleções por um período prolongado de tempo.

A TABELA DA FASE FINAL DA VNL
Amanhã 27/06/2018
04:00 Grupo B Estados Unidos x Turquia
08:15 Grupo A China x Holanda
Quinta 28/06/2018
04:00 Grupo B Sérvia x Turquia
08:15 Grupo A Brasil x Holanda
Sexta 29/06/2018
04:00 Grupo B Estados Unidos x Sérvia
09:30 Grupo A China x Brasil
Sábado 30/06/2018
04:00 Semi-final 1
08:45 Semi-final 2
Domingo 01/07/2018
04:00 Disputa 3º lugar
08:00 Final

Todos os jogos terão transmissão do SPORTV

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Nanjing Olympic Sports Centre Gymnasium

 

 

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